Alta Fidelidade  

A nós, sobretudo. E à música.


Façam-se ouvir: Escrevam-nos.


Onde nós moramos:

Lebre dos Arrozais

Cigano

Chapeleiro Maluco


Outros Fiéis

Vidro Azul RUC

A Janela Amarela

A Corneta

Error_404

A Forma do Jazz a vir

The Serendipitous Cacophonies

Jazz no país do improviso

Automatic Stop

Íntima Fracção

No Meu Umbigo

Juramento Sem Bandeira

Music is Math

Faz-me um bife

Crónicas da Terra

Devaneios Musicais

LyricMoods

Amerika Sonora

Quase famosos


 
Carina Round - Atenção!!

Esta tendência de por vezes se comparar ou equiparar certos músicos a outros, soa por vezes a forçada ou injusta, mas a verdade é que como já escrevi anteriormente, nada na música - ou se quisermos, em qualquer arte - é dissociável do que se faz ou já se fez. É por isso que, às primeiras audições de alguém que se apresenta pela primeira vez no mercado, se procura a medida ou plano para o enquadrar. Carina Round é disso exemplo, embora esteja este ano a lançar o seu segundo disco, The Disconnection (o primeiro tem por nome The First Blood Mystery e data de 2001).

Procuremos então enquadrá-la: é jovem, bonita e tem feeling aos magotes. Onde é que a enquadro? Tem uma atitude vocal a lembrar um Jeff Buckley, uma atitude rebelde lançar-se a uma (inevitável) P.J.Harvey (o que me lembra que já vai merecendo um texto...), uma qualidade de escrita que não deve muito a uma Anni Difranco (um texto a ser lançado em breve!).
O que é afinal este último álbum? Rock? Blues Rock? Blues Rock com laivos de trip-hop (!) e aquele Folk americano do Mid-West? A resposta está para aí algures no meio dessa rotulagem toda. Para mim, é Carina Round.


  posted by Cigano @ 5:34 PM

Vozes:




7.29.2004  

 
Verdes Anos

Assim permanecerá Carlos Paredes, dedilhando sempre uma guitarra.

Obrigado Mestre.

  posted by Cigano @ 1:14 PM

Vozes:




7.23.2004  

 
Carlos Paredes

Morreu hoje um amigo. Lembro-me dele, dos dias de visita a Esse Lado do Espelho, a calcorrear os caminhos de Lisboa. Ele, de Coimbra. Com um pé numa cidade e noutra, com pai e avô guitarristas, assim se poderia explicar a sua mestria da guitarra portuguesa. Mas não penso que se explique assim tão simplesmente. Lembro-me que um dia, vai para mais de 20 anos, estivemos à conversa aqui à mesa, eu com o meu Earl Grey, ele fumando uns Provisórios, e o que ficou foi a alma. E a alma é sempre densa, enevoada. Só se percebe pela criação. Assim é Carlos Paredes, humilde, simples, discreto. Administrativo num Hospital de Lisboa, guitarrista insuperável. O Paradoxo escrevia há pouco tempo que quando ouvia Carlos Paredes sabia quem era, talvez a explicação seja que ao ouvir Carlos Paredes ouve-se a música da alma. Ou qualquer coisa assim.

  posted by Chapeleiro Maluco @ 12:36 PM

Vozes:





 
Dead?

Punk is dead, Rock is dead, Grunge is dead, Disco is dead... tretas, tretas, tudo tretas. Os estilos não morrem, os estilos são como aqueles discos velhinhos cheios de poeira nos quais de vez em quando tropeçamos e lá temos a brilhante ideia de pôr a tocar: "porque é que eu não oiço esta merda mais vezes?!?".
Não há estilos puros, há derivações, primitivações e de novo derivações (processo muito matemático, claro... mas a música não é apenas arte) de outros estilos.
Quem não ouviu falar já, das contestações que os puristas do Fado levantaram aquando da introdução do piano de Alain Oulman nas composições e arranjos de fados para Amália Rodrigues? Será que hoje alguém se atreve a dizer que Amália não cantava fado e que "aquilo" eram apenas canções? E o fado, porventura, não derivará de outros estilos anteriores? (há quem admita que a origem poderá vir do norte de África - eu apoio esta hipótese)
Falar de Rock é falar de Blues. Falar de Reggae é falar de Ska e de novo de Reggae (ou o ovo surgiu primeiro que a galinha).
Os estilos não morrem, são esquecidos, à espera de serem de novo recuperados: numa linha de guitarra, numa percussão, num arranjo de metais.
E porque é que estou a escrever este texto? Podia ser porque sou um revivalista do Disco dos anos 70 e podia querer levar a minha avante e dizer: "não está nada morto, aquilo é do melhor!". Mas não é. Escrevo este texto, porque me emociono ou sorrio e me divirto quando oiço bandas como The Libertines a sacarem (no bom sentido e sem plágio) o bom espírito dos Clash. Ou como quando entro em certo bar do Bairro Alto - As Catacumbas - e fico paralisado ao ouvir versões tocadas por Nobody's Bizness ao bom estilo Old Blues de Muddy Waters entre outros, tão actuais e com tanto sentido.
A verdade verdadinha - e peço desculpa de ser eu dizer-vos - é que a música é um caleidocópio com mais cores ainda. Cores para serem misturadas ou pintadas monocromaticamente. Cores para pintar com espátula ou com pincel e porque não com os dedos?
Ouvir música é viajar por locais e não só, é viajar por épocas. É fecharmos os olhos e ficarmos a ouvir o que ela nos tem a dizer da História e das suas histórias (e não estórias como erradamente se escreve por aí). É por isso que escrevo, os estilos não morrem, porque a História não morre, faz parte de nós e o passado não se renega, vive-se e aprende-se e sobretudo, escuta-se, perscruta-se incessantemente para se viver melhor no presente e sobretudo no futuro.

- Ed's dead, babe... Ed's dead.

  posted by Cigano @ 1:45 AM

Vozes:




7.19.2004  

 
Jim O'Rourke

Há nomes que passam despercebidos e parecem não ter importância nenhuma quando se lê os créditos de um disco (quando se lê...). Este nome, Jim O'Rourke, é um desses nomes, é "só" um guitarrista ou um produtor. Mas quando se faz outro exercício e se repara que este nome aparece nos créditos de vários outros que tanto já se ouviu falar, aí ficamos com orelhas de gato.
Associar este nome a Guided By Voices, Smog, Sonic Youth, Wilco, Gastr del Sol, Stereolab, Tortoise ou Will Oldham é fácil. De repente descobrir que este senhor é responsável pela produção de vários discos dos Sonic Youth (dos três últimos) e pelo ressurgimento dos mesmos (sendo o mais recente membro da banda), deixa de ser surpreendente. É também produtor dos aclamados Knock Knock e Red Apple Falls dos Smog, produziu os dois últimos álbuns dos Wilco... é fácil perceber que este rapaz é um dos maiores vultos da música contemporânea.
Juntamente com David Grubbs (outro nome sobre o qual escreverei brevemente), formou os Gastr del Sol e fizeram entre outros, um álbum que se destaca de tudo o que se fez nos anos noventa, Camoufleur e que é bem capaz de ter sido um dos discos que mais influenciou muito do que a nata do rock anda a fazer por estes dias.
A solo, O'Rourke, tem três álbuns que destaco Terminal Pharmacy (1995), Eureka (1999) e Insignificance (2001).

Falar de Jim O'Rourke é falar de um homem que está num dos epicentros dos terramotos musicais que de vez em quando sucedem por aí. É sem dúvida um dos grandes génios da música dos últimos quinze anos. Fiquem atentos.


  posted by Cigano @ 7:17 PM

Vozes:




7.12.2004  

 
Quem é Polly Paulusma?

Não é Anni Difranco (sobre quem escreverei brevemente) ou Joni Mitchell, não é Polly Jean Harvey nem Cat Power. Nem tão pouco algo de intermédio. Polly Paulusma é Polly Paulusma por direito próprio, por personalidade própria com uma pitada de todas estas, na sua voz e na sua música.
Com um EP (Dark Side) e um LP (Scissors In My Pocket) lançados, tenho um palpite que ela não se ficará por aqui. É daquelas coisas que se sabe mal se ouve um disco, percebe-se a maturidade vocal e interpretativa, a qualidade musical e sobretudo beleza e sensibilidade nas letras.
Aguardo (espero estar lá) com ansiedade a sua actuação em Vilar de Mouros já no próximo fim-de-semana.

Quem é Polly Paulusma?
É um nome a fixar e afixar no Alta Fidelidade.

  posted by Cigano @ 3:45 PM

Vozes:





 
The Ultimate Jane Compilation

Roxette - Looking for Jane (3:17)

Guided by Voices - Jane of the Waking Universe (2:25)

Elf Power - Jane (4:24)

Ben Folds Five - Jane (2:44)

Cowboy Junkies - Sweet Jane (3:34)

Les innocents - Jane (4:23)

Jefferson Starship - Jane (4:10)

Rod Stewart - Baby Jane (4:46)

Vaya Con Dios - Brave Jane (3:16)

Janes Addiction - Jane Says (4:46)

Lou Reed - Sweet GI Jane (4:07)

The Clientele - Reflections after Jane (3:21)

The Rolling Stones - Lady Jane (3:10)


parabéns


  posted by Chapeleiro Maluco @ 12:51 PM

Vozes:




7.11.2004  
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